sexta-feira, 22 de março de 2013

Banco de Olhos, conheça as principais perguntas e respostas sobre o assunto


O que são os Bancos de Olhos?

Os Bancos de Olhos são instituições responsáveis pela retirada, transporte, avaliação, classificação, preservação, armazenamento e disponibilização dos tecidos oculares doados (ou seja, responsáveis por todas as etapas de processamento dos tecidos oculares doados).

Por que os procedimentos de processamento dos tecidos oculares doados, desde a retirada, precisam e devem ser executados pela equipe do Banco de Olhos?

Porque esta é a única maneira de garantir que os procedimentos de processamento dos tecidos oculares doados serão feitos de maneira ética, com segurança, por profissionais capacitados, de acordo com as "Normas Médicas Internacionais" para esse tipo de atividade e com a legislação em vigor.
Somente os Bancos de Olhos estão preparados para realizar o necessário controle de qualidade dos tecidos oculares doados que serão distribuídos para transplante.

Qualquer pessoa pode ser doadora de tecidos oculares?

Sim. Independente da idade e do uso de correção visual (óculos ou lentes de contato), ou de alguma possível doença, qualquer pessoa pode ser doadora de tecidos oculares. Os distúrbios de refração (como miopia, hipermetropia e astigmatismo) e outros distúrbios visuais (como catarata e glaucoma) não impedem a doação.

Mesmo que a pessoa não tenha manifestado o desejo de doação, a família pode entrar em contato com o Banco de Olhos?

Sim. A família é a única responsável pela efetivação de uma doação, pois a retirada dos tecidos oculares só pode ser feita com a autorização da família.

Como posso manifestar o desejo de, algum dia, ser doador?

O importante é conversar com os familiares a respeito do seu desejo, pois, por lei, este desejo só poderá ser cumprido se a sua família autorizar a doação. Para conscientizá-los, você pode solicitar, também, um cartão de doação ou um folheto informativo ao Banco de Olhos de sua região.
Basta entrar em contato com o Banco de Olhos e solicitar o cartão de doação ou os folhetos informativos.
O cartão de doação não tem valor legal e é apenas uma das maneiras que a pessoa tem de expressar o desejo de, algum dia, ser doadora.
O mesmo vale para as pessoas que incluíram em sua Carteira Nacional de Habilitação (carteira de motorista), a frase "Doador de Órgãos e Tecidos". Em ambos os casos, a finalidade é apenas educativa, pois a doação só poderá ser efetivada com a autorização da família.

A retirada dos tecidos oculares provoca alguma deformidade no doador?

Não. Os tecidos oculares são retirados de acordo com técnica cirúrgica que não deixa vestígios. A doação não modifica a aparência do doador.

Pode ocorrer alguma complicação durante a retirada dos tecidos oculares doados?

A conversa com a equipe do Banco de Olhos antes da autorização de uma doação é fundamental. É muito raro acontecer alguma complicação durante a retirada dos tecidos oculares doados. No entanto, certos medicamentos que possam ter sido ministrados ao doador podem provocar algum sangramento (que, às vezes, pode deixar algum sinal). A equipe do Banco de Olhos estará preparada para orientar os familiares sobre essa possibilidade.

Até quanto tempo após o óbito os tecidos oculares podem ser retirados?

O ideal é que os tecidos oculares doados sejam retirados até seis horas após o falecimento. Por isso, o Banco de Olhos deve ser avisado rapidamente. Entretanto, vários fatores podem contribuir para que este prazo possa ser maior (em alguns casos, pode ser de até 24 horas).

Se alguém quiser, em vida, doar uma córnea para um familiar inscrito na lista de espera para transplante de córnea, poderá?

Não. No caso da doação de córnea, este tipo de procedimento não é realizado e não é permitido por lei.

Se a família quiser autorizar a doação para que, por exemplo, a córnea seja transplantada em alguém da própria família ou em algum amigo da família, é possível?

Não. A distribuição dos tecidos oculares doados é controlada pelos órgãos governamentais e é feita respeitando-se a ordem de inscrição do paciente na lista de espera. Não existe a possibilidade de que pacientes venham a "furar a fila" ou "serem favorecidos" por qualquer razão. Apenas em casos específicos, de comprovada emergência, previstos em lei, o paciente poderá ser transplantado de maneira imediata.
A doação é um ato humanitário. Portanto, o ato de doação é incompatível com qualquer condição que possa vir a ser proposta para a concretização da doação.

Familiares do doador podem conhecer os receptores dos tecidos oculares doados ou os pacientes receptores desses tecidos podem obter informações sobre o doador ou familiares?

Não. De acordo com a legislação e com o "Código de Ética dos Bancos de Olhos", todas as informações sobre os doadores e sobre os receptores de tecidos oculares doados são sigilosas, portanto, os Bancos de Olhos devem manter todos os registros em caráter confidencial.
Nem mesmo o médico que realiza a cirurgia tem acesso à identidade do doador, pois os tecidos oculares e a suas informações são identificados por códigos.

Como são utilizados os tecidos oculares doados?

Os tecidos oculares doados são utilizados para fins terapêuticos (de recuperação dos pacientes inscritos em lista de espera). A córnea, a esclera (parte branca do olho) e as células-tronco da córnea podem ser utilizadas com finalidade terapêutica. Cada doador pode beneficiar vários pacientes, se, além das córneas, a esclera e as células-tronco forem utilizadas (o que é rotina nos Bancos de Olhos).
Os tecidos que, por algum motivo, não puderem ser utilizados em cirurgias, serão utilizados em pesquisas (aprovadas por Comissão de Ética) ou ensino, visto que os tecidos oculares doados jamais são desprezados: todos têm uma finalidade.

Como são distribuídas as córneas?

Obedecendo à legislação e ao "Código de Ética dos Bancos de Olhos", a distribuição das córneas é feita respeitando-se a ordem de inscrição dos pacientes na lista de espera.
No Brasil, o controle das listas de espera (Estaduais/Regionais) é feito pelas Centrais Estaduais de Transplantes (Centrais de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos - CNCDO), Secretarias Estaduais de Saúde e Sistema Nacional de Transplantes, SNT, do Ministério da Saúde.

Quantas pessoas aguardam por um transplante de córnea no Brasil?

Aproximadamente, 25 mil pessoas.

Após o óbito, quais são os cuidados recomendados para que as córneas não sejam danificadas?

Deve-se manter as pálpebras bem fechadas e, se possível, colocar gelo sobre os olhos, tomando cuidado para que as pálpebras estejam, sempre, bem fechadas e para que o gelo não provoque um peso excessivo sobre os olhos.

O que é a córnea?

A córnea é um tecido transparente que se encontra na parte da frente do olho. Podemos compará-la ao vidro de um relógio ou a uma lente de contato. Se a córnea se opacifica (embaça) por enfermidades hereditárias, lesões, infecções, queimaduras por substâncias químicas, enfermidades congênitas ou outras causas, a pessoa pode ter a visão bastante reduzida ou, às vezes, até perder a visão.

O que é o transplante de córnea?

Os transplantes permitem que pessoas com alguma deficiência visual por problemas de córnea recuperem a visão.
Durante um transplante de córnea, o botão (ou disco) central da córnea opacificada é trocado por um botão central de uma córnea saudável. Esta cirurgia pode recuperar a visão em mais de 90% dos casos de pessoas que apresentam alguma deficiência visual por problemas de córnea.

O olho, como um todo, pode ser transplantado?

Não. Somente alguns tecidos oculares, como a córnea e a esclera, e células-tronco da córnea podem ser utilizados com fins terapêuticos.

É seguro para o paciente receber um tecido ocular doado? Existe a possibilidade de transmissão de alguma doença?

Os Bancos de Olhos adotam todos os cuidados para garantir a qualidade dos tecidos oculares doados, visando, principalmente, a segurança dos pacientes que irão receber os tecidos.
Não há riscos de transmissão de doenças, pois os Bancos de Olhos cumprem "Normas Médicas Internacionais" e, no Brasil, "Normas Técnicas para o Funcionamento dos Bancos de Olhos" estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA - Ministério da Saúde), que estabelecem o correto controle de qualidade com relação aos tecidos oculares doados.
Por isso, é fundamental que todas as etapas do processamento dos tecidos oculares doados, desde a retirada, sejam executadas pela equipe do Banco de Olhos.

Qual é o custo da doação para os familiares do doador?

Nenhum. A família do doador não paga nada pela doação e tampouco recebe qualquer pagamento pela doação.

Existem objeções religiosas com relação à doação?

Não, diferentes religiões aprovam a doação como um ato humanitário.

Fonte: Associação Pan-Americana de Bancos de Olhos – APABO


segunda-feira, 18 de março de 2013

Teste do olhinho




O que é?

É um exame simples, rápido e indolor, que consiste na identificação de um reflexo vermelho, que aparece quando um feixe de luz ilumina o olho do bebê. O fenômeno é semelhante ao observado nas fotografias. Para que este reflexo possa ser visto, é necessário que o eixo óptico esteja livre, isto é, sem nenhum obstáculo à entrada e à saída de luz pela pupila. Isso significa que a criança não apresenta nenhum obstáculo ao desenvolvimento da sua visão.
Por que e quando fazer?

A criança não nasce sabendo enxergar, ela vai aprender assim como aprenderá a sorrir, falar, engatinhar e andar. Para isso, as estruturas do olho precisam estar normais, principalmente as que são transparentes. O “Teste do Olhinho” pode detectar qualquer alteração que cause obstrução no eixo visual, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas cuja identificação precoce possibilita o tratamento no tempo certo e o desenvolvimento normal da visão.
Desde junho de 2010, o pagamento do “Teste do Olhinho” por todos os planos de saúde é obrigatório, segundo decidiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Antes disso, em muitos estados e cidades o exame já era instituído por lei e realizado nas maternidades públicas e particulares, antes da alta do recém-nascido. O objetivo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é que todas as crianças tenham esse direito garantido!
A recomendação é que o Teste do Olhinho seja realizado pelo pediatra logo que o bebê nasça. Se isso não ocorrer, o exame deve ser feito na primeira consulta de acompanhamento e continua sendo importante nas consultas regulares de avaliação da criança, com a periodicidade definida pelo médico. Se o pediatra encontrar algum problema, encaminhará a criança para avaliação do oftalmologista.

Se o seu filho ainda não fez esse teste, fale com seu pediatra!

Fonte: CBO


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Pterígio: saiba quais são as causas, os sintomas e as formas de tratamento



Popularmente chamado de “carne crescida” o Pterígio é uma pequena membrana avermelhada na superfície do olho que  avança em direção à córnea.

A causa exata até hoje não é bem conhecida.

Pode ser provocado por fatores hereditários ou ambientais, tendo maior incidência nas regiões tropicais. Sabe-se que provavelmente está relacionado com exposição prolongada ao sol, sobretudo aos raios ultravioletas (UVA e UVB).

Os sintomas principais são irritação, olhos vermelhos, sensação de cisco e fotofobia (sensibilidade à luz).

O tratamento pode ser cirúrgico nos casos em que o pterígio cresce ameaçando chegar a pupila, quando pela mudança na córnea leva a astigmatismos altos, nos casos de irritação frequente ou hiperemia (vermelhidão) constante em que haja motivação estética. Nos casos de menor sintomatologia ou pacientes muito jovens pode ser feito apenas acompanhamento clínico.

Recomendações importantes são proteção adequada dos olhos como uso de óculos escuros e lágrimas artificiais, evitar exposição prolongada ao sol, locais secos e poluídos.

Consulte seu oftalmologista para saber a melhor indicação de tratamento para o seu caso.

Fonte: Portal dos Olhos


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Cirurgia para alta miopia é segura, mostra estudo



Estudo de coorte revela ausência de complicações na cirurgia de alta miopia. Nova tecnologia amplia grau de correção

A miopia, dificuldade de enxergar imagens distantes, é o problema de refração que mais cresce no mundo segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil não é diferente. Cerca de 5,6 milhões de brasileiros são míopes com mais de 6 graus. De acordo com o oftalmologista Dr. Leôncio Queiroz Neto, a miopia é hereditária ou causada por fatores ambientais. “A alta miopia geralmente está relacionada à herança genética”, afirma. Para ele é um grave problema de saúde pública porque impõe limitações aos portadores. ”Mesmo que usem óculos ou lente de contato corretiva convivem com restrições profissionais, nas atividades sociais e esportivas”, exemplifica.

O especialista afirma que na miopia moderada e alta o globo ocular sofre alongamento. Isso facilita o descolamento da retina que também pode ter alterações em sua periferia. Outra doença comum entre míopes, ressalta,  é o glaucoma pigmentar caracterizado por depósitos na câmara anterior do olho.

A boa notícia é que um estudo de coorte concluído pelo médico no final de 2012 comprova a segurança do implante de lente intraocular sem a retirada do cristalino para corrigir a alta miopia.  Participaram do estudo 10 pacientes na faixa etária de 21 a 42 anos e miopia entre 6 e 20,5 graus. Queiroz Neto conta que o estudo foi iniciado em 2011. Todos os procedimentos foram realizados por ele e o período mínimo de acompanhamento dos pacientes foi de seis meses.

“A comunidade médica considera o procedimento indicado para miopia a partir de 9 graus, mas alguns pacientes com vício refrativo moderado se sentem mais seguros de serem submetidos ao implante do que à refrativa”, comenta.  Isso porque, a lente pode ser trocada a qualquer momento se acontecer alteração na refração e apesar de o implante ser um procedimento mais invasivo, não retira tecido da córnea como acontece na refrativa. Por isso, a técnica evita o enfraquecimento corneano, pode ser aplicada em pessoas de córnea mais fina ou plana sem reduzir a visão de contraste ou causar flashes noturnos. 

Fonte: Portal da Oftalmologia








sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

3D faz mal à visão?




Óculos 3D, mais realidade para produções do cinema

Oftalmologista alerta para desconfortos como náusea e tonturas

Das telonas para a sala da sua casa. A novidade agora são os televisores 3D, que fazem projeções tridimensionais. Mas a inovação traz também algumas preocupações: a exposição pode causar tonturas, náusea, fadiga. Afinal, o 3D faz mal a visão?

A imagem em 3D é formada por meio de duas imagens, com pequenas diferenças entre si, que são sobrepostas, deslocadas uma das outras. Depois o cérebro une essas suas imagens e cria uma única com noção de profundidade. “Para ter a sensação de 3D, é necessário que aconteça no cérebro uma fusão das imagens de cada um dos olhos. É preciso que a imagem enviada ao cérebro pelo olho direito se associe com a imagem enviada pelo olho esquerdo, formando uma imagem única, tridimensional. Chamamos isso de visão estereoscópica”, conta o oftalmologista Pedro Piccoli. Como o cérebro recebe estímulos mais intensos,  dores de cabeça, enjôos e fadiga podem ser mais comuns e eventualmente mais intensos.

O que dizem os médicos

A diferença básica entre o que vemos nas telas e no dia a dia está na distância. Ao observar objetos reais, temos um foco bem específico. Já no cinema a distância é falsa e os objetos estão em um mesmo plano. “Em geral, quanto maior a tela de projeção e quanto mais próximo se está da tela, mais fortes serão os estímulos sensoriais (visão e audição) e, consequentemente, mais intensos poderão ser estes sintomas de mal estar em pessoas predispostas”, explica Piccoli.

Já foi ao cinema e sentiu mal estar? Não se preocupe. Esses sintomas são mais comuns do que você imagina. Agora, se isso se repete toda vez, é melhor ficar atento. Nestes casos, a melhor dica é procurar um profissional.

Vale lembrar que pessoas que tem labirintite, enxaqueca ou sofrem de epilepsia podem ter os sintomas agravados. Mas danos visuais mais graves estão descartados. “Existem pessoas que podem ter até crises convulsivas desencadeadas por estímulos visuais, mas nesse caso já estamos falando de indivíduos com uma predisposição patológica, uma doença, ainda que latente”, afirma Piccoli.

Telespectadores que não enxergam em 3D

Camila Ribeiro, 21, descobriu que não enxergava perfeitamente aos 7 anos, quando perguntou ao pai porque as pessoas tinham dois olhos, mas só enxergavam com um. “Tenho ambliopia e isso impede que eu perceba a profundidade no cinema em 3D”, conta a estudante.

A disfunção tem tratamento, mas só traz resultados quando diagnosticada antes dos seis ou sete anos de idade. “A ambliopia resulta da falta - total ou parcial - de estímulo cerebral através de um dos olhos. E isso impede que as pessoas possam ver bem em 3D”, conta Piccoli.

Fonte: Portal da Oftalmologia



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Saiba mais sobre o Glaucoma



O glaucoma é uma doença ocular que representa uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. Aproximadamente, uma em cada duzentas pessoas acima de trinta e cinco anos tem sua visão ameaçada por esta doença. Se detectada precocemente, a cegueira secundária ao glaucoma pode ser evitada. Saiba mais sobre o assunto com o oftalmologista Francisco Lima.

Como se manifesta o glaucoma?

Quando vemos um objeto, a imagem é transmitida do olho ao cérebro através do nervo da visão, ou seja, do nervo óptico. Esse nervo funciona como um cabo elétrico, contendo cerca de um milhão de fios que levam a mensagem visual lateral ou periférica e também a visão central, usada para leitura.

O glaucoma pode destruir gradativamente esses "fios elétricos", causando pontos cegos na área de visão ou campo visual. As pessoas geralmente não sentem dor e raramente notam as áreas cegas, até que considerável e irreversível dano ao nervo óptico tenha ocorrido. Se todo o nervo for destruído, isso resultará em cegueira total e definitiva.

Quais as causas?

Não existe uma causa única responsável pelo glaucoma, e sim vários fatores de risco para a doença. O principal fator de risco para o desenvolvimento do glaucoma é a pressão intraocular elevada.

Quais os sintomas?

O glaucoma não apresenta sintomas. O nervo óptico não apresenta ramificações de dor, por isso o paciente fica anos sem perceber que está perdendo campo de visão. Aconselhamos pessoas com mais de 40 anos ou que tenham história de glaucoma na família a fazer exames oftalmológicos anualmente. Caso o paciente tenha algum sinal suspeito de glaucoma, o médico irá solicitar exames mais específicos. Por não apresentar sintomas, o diagnóstico precoce é importante.

Tem tratamento?

Glaucoma tem tratamento. Há três tipos: uso de colírios, aplicações de laser e cirurgia.

Geralmente, o tratamento inicial e mais frequente é à base de medicamentos (colírios). A finalidade principal nesse caso é reduzir a pressão intraocular, seja pela diminuição da produção do humor aquoso ou pelo aumento da saída desse líquido do olho.

O tratamento a laser e a cirurgia são especificamente indicados pelo médico de forma personalizada. Cada paciente é um caso e cada caso tem seu tratamento e resposta, culminando com os casos de glaucomas refratários (aqueles que, apesar de terem sido tratados de diversas formas, permanecem com a pressão intraocular elevada).

Quando a pressão intraocular não reduz com a ação de vários tratamentos, há a opção da cirurgia de Ciclofotocoagulação Endoscópica, assunto que tenho tratado há vários anos com a criação de uma técnica dentro desse procedimento. Os resultados são animadores.

Importante também frisar que um paciente glaucomatoso deve ter atenção especial com sua saúde ocular durante toda a vida, assim como um paciente com diabetes ou hipertensão arterial sistêmica.

É verdade que a cafeína pode influenciar no desenvolvimento da doença?

Um estudo na Austrália mostrou que a pressão ocular é, em média, 15 a 20% mais alta em pessoas que tomam café do que naquelas que não tomam. E quando analisados somente os participantes que tomam café diariamente, a pressão dos olhos se mostrou mais alta naqueles que consomem mais café (>200mg de cafeína/dia) quando comparados aos que consomem menos (<200mg de cafeína/dia).

E o tabagismo?

Não existe uma relação direta entre tabagismo e o desenvolvimento de glaucoma. Mas o hábito de fumar causa aumento da pressão intraocular. Estudos mostram que a pressão intraocular é mais alta em pessoas que fumam quando comparada às que não fumam.

Remédios com cortisona podem influenciar?

Sim. Muitas pessoas apresentam elevação significativa da pressão intraocular após uso de cortisona, principalmente por períodos prolongados. Como a maior parte dos pacientes não apresenta sintomas, é importante que o clínico o encaminhe ao oftalmologista para avaliação. O maior problema são olhos predispostos ou pessoas que não sabem que têm glaucoma. Um exame oftalmológico é capaz de orientar o clínico do paciente sobre a existência de riscos com o uso dessas medicações.

A alimentação pode influenciar?

Sim. A deficiência de vitaminas do complexo B pode causar danos ao nervo óptico. O que não quer dizer que tomar grandes doses dessa vitamina seja uma atitude saudável. Na verdade, não é recomendável, visto que o consumo excessivo de quase todos os nutrientes causa doenças. Quando uma pessoa tem glaucoma, seus olhos estão predispostos a mais danos. Qualquer coisa que impeça os olhos de não receberem os nutrientes que necessitam vai aumentar o dano. Convém ressaltar que a deficiência de tiamina, comum em algumas partes do mundo, danifica tecidos como o do nervo óptico. Portanto é aconselhável hábitos equilibrados de alimentação e acompanhamento médico.

Algum outro fator externo pode influenciar?

Fatores externos influenciam no que chamamos de glaucoma secundário. Exemplo disso ocorre quando o aumento da pressão intraocular surge após doenças inflamatórias, catarata avançada, alteração dos pigmentos naturalmente existentes dentro dos olhos, hemorragia e obstrução de vasos intraoculares.

Uma alteração importante ocorre quando a lente transparente que existe dentro dos olhos, o cristalino, se torna opaca (ao que se denomina catarata) e abaulada o suficiente para estreitar a passagem do humor aquoso para o sistema de drenagem, podendo causar a elevação da pressão intraocular. Nesses casos, a cirurgia de catarata resolve o problema.

Fonte: Portal da Oftalmologia: Por Dr. Francisco Lima 

A Oftalmoclínica Icaraí oferece aos pacientes um Centro de Glaucoma com médicas especialistas e exames realizados em equipamentos com tecnologia de ponta. 

A Oftalmoclínica Icaraí fica na Rua Moreira Cesar 160 - 4º andar - Icaraí - Niterói/RJ
Fone: (21) 2703.6100


6 Dicas para usar o computador sem prejudicar os olhos



Pessoas que usam muito computador – seja no trabalho ou em longos períodos de estudo – sofrem frequentemente de problemas na visão, que vão desde a coceira nos olhos até uma grave irritação ocular. Esse quadro é chamado também de Síndrome da Visão de Computador.

O olho seco pode ter diversas causas, porém uma das mais comuns é o uso do computador em ambientes com ar-condicionado. Os olhos ficam fixados no monitor por muito tempo e acabam piscando menos que o necessário, o ar-condicionado acelera o ressecamento dos olhos e com a falta das lágrimas, que são essenciais para a saúde dos olhos, podem surgir outro problemas e comprometer ainda mais a visão.


Confira 6 dicas para você usar o computador sem prejudicar os olhos:

Regule a iluminação do ambiente
Ficar exposto a um ambiente excessivamente iluminado, é tão prejudicial quanto olhar diretamente para a luz do sol. A dica é para quando estiver usando o computador, reduzir pela metade as luzes do ambiente. Uma boa saída também é posicionar sua estação de trabalho de forma que a luz entre lateralmente no ambiente.

Reduza o brilho
Superfícies plenas, assim como a tela do computador, produz brilho que pode provocar bastante cansaço nos olhos. Instale uma tela antirreflexo no monitor e procure substituir o branco brilhante das paredes (no ambiente de trabalho) por tons pastel e acabamento fosco.

Substitua o monitor
Monitores de cristal líquido cansam menos a vista do que os antigos de tubo, pois já vêm com superfície antirreflexo e melhor definição de imagens.

Ajuste corretamente
Cada vez mais equipamentos permitem diversos ajustes como brilho, tamanho, definição, contraste e cor. Faça o ajuste procurando deixar de forma agradável para sua vista. Não deixe o fundo da tela tão claro, nem tão escuro.


Pisque com mais frequência
Piscar é um ótimo remédio para a vista cansada, ao piscar você lubrifica os olhos e evita crises de olho seco e irritação ocular. Quando estiver fazendo qualquer atividade diante do computador, procure parar e descansar a vista. Pisque várias vezes seguidas, olhe para longe e para os lados, e só depois disso volte ao computador.

Faça um check-up ocular
Visitar o oftalmologista é de extrema importância, principalmente quando se trabalha diariamente em frente ao computador. Pelo menos uma vez por ano faça um check-up ocular.

Fonte: Portal Visão Laser